Quando Celestino conseguiu a segunda vantagem para o Estoril, aos 82 minutos, poucos acreditariam numa reviravolta nos dez minutos finais. O Beira-Mar esteve pela segunda vez no tapete, uma semana depois do desaire com o Santa Clara, mas conseguiu reagir em esforço.
Primeiro numa grande penalidade concretizada por Roma e, já em tempo de descontos, através de um remate de Mateus à entrada da área. Até atingir esses momentos "loucos" a partida resumiu-se à sagacidade do conjunto de Tulipa e à resposta, confusa, dos aveirenses para chegar à baliza de Ernesto. Mais uma vez a arbitragem esteve no centro das atenções com protesto vincado da formação da "linha" no lance que dita a igualdade a dois golos. João Pedro cai na área e as dúvidas sobre a intervenção do defensor deixaram o técnico "estorilista" desiludido com a decisão de Bruno Paixão. O que parecia uma muralha inexpugnável transformou-se num espaço de brechas e, já sem Dorival, expulso aos 89`, ruiu completamente com o golo de Mateus que muitos dos adeptos do Beira-Mar já não viram. A crença foi um trunfo dos jogadores que aproximaram a equipa de Aveiro dos lugares de subida. Festejaram o que há uma semana tinha escapado frente ao ainda líder do campeonato.
"Vitória arrancada a ferros mas a equipa acreditou sempre. Não perdemos a cabeça, não fizemos jogo directo e a vitória é justa. E foi penálti"
Rogério Gonçalves (treinador do Beira-Mar)
"De há três jornadas para cá têm acontecido coisas incríveis contra nós. A subida não é o objectivo mas não nos podem tirar desses lugares assim"
Manuel Tulipa (treinador do Estoril)
Força Estoril!
P.S- Iniciados, 4ª Jornada: Loures 0-1 ESTORIL
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