Mário Figueiredo vai propor a disputa de uma liguilha como modelo do alargamento da Liga ZON Sagres para 18 clubes em 2012/13. A proposta será anunciada na AG de 12 de março e baseia-se num minicampeonato com quatro equipas: os dois últimos classificados da I Liga e o terceiro e o quarto da Orangina. Os dois primeiros preencheriam as duas vagas. "É a solução desportivamente mais correta, premeia o mérito desportivo e vai ao encontro das expectativas de quem luta pela subida na Liga de Honra", defendeu o presidente da Liga. A competência da decisão "pertence aos clubes" e "se se decidir que há alargamento e não for decidido nada sobre o regime de subidas e descidas, está previsto no Regulamento de Competições que não desce ninguém".
Noutro âmbito, Mário Figueiredo admite apresentar uma queixa na Comissão Europeia contra o Estado por causa dos impedimentos e processos judiciais relativos às apostas online, uma vez que aquele deveria ter "notificado as instâncias europeias da lei aprovada em 2003". Quando foi eleito, o presidente herdou "dossiês pesadíssimos, que somam 60 milhões de euros que estão a ser exigidos aos clubes", referindo-se ao pagamento de uma indemnização de 27 milhões de euros à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, por causa do patrocínio celebrado com a Bwin, e aos 32 milhões de dívidas dos clubes ao Estado, a propósito do Totonegócio. A 12 de março, Figueiredo divulgará aos clubes um estudo, feito em 40 dias por uma comissão de juristas, que aponta para a centralização dos direitos televisivos na Liga e para a introdução de "concorrência nas transmissões e mais receitas para os clubes".
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